segunda-feira, 30 de novembro de 2009

we don't have money!

Ai que delícia, segunda de sol. Mal humor foi embora, me lembrei que esqueci de tirar uma foto com a estátua da Mafalda lá em San telmo, agora vou ter que ir naquela tosqueira só pra cumprir essa promessa. Eu nasci para Recoleta, não para San telmo.
Pedro foi pro curso, e eu atrás do Banco do Brasil pra tirar dinheiro. Tanto o site quanto o guia que trouxe estavam com informação totalmente errada, fiquei 40 minutos subindo e descendo a rua sem achar o benedito.
Até que um guarda, aliás policial federal, me guiou até onde, supostamente, haveria uma agência do BB. Na frente, um mendigo enrolado em plástico bolha e um papelzinho explicando a mudança de endereço. Depois de achar o endereço novo, passar por uma revista e ter que explicar duas vezes o que eu ia fazer lá, cheguei ao BB. Mas não havia dinheiro nos caixas eletrônicos e não dava para tirar dinheiro na boca do caixa e muito menos faziam câmbio, ai que raiva!
O jeito foi procurar uma agência de câmbio, na mesma rua onde o bb deveria estar, a calle Sarmiento, é cheia de agências de câmbio, fui verificando as cotações para pegar uma melhor. Logo na primeira agência, o real estava 2,21 pesos, mas eu preferi andar mais, na segunda agência, estava 2,36 pesos, quase endoidei, desci mais pensando que ia encontrar mais caro mas estava tudo na faixa de 2,11- 2,21. Voltei para a segunda agência e qual foi a minha surpresa ao ver o real a míseros 1,71pesos!! serio, serio mesmo! Corri para a segunda agência e troquei meus reaizinhos o mais rápido que pude, hoje no final da tarde, o real estava a 2,11 pesos. Ai que raiva me deu do Banco do Brasil e que raiva me deu de mim mesma de não ter habilitado o cartão itaú para sacar daqui, em cada esquina tem um.
Bom, no mais, hoje foi tudo bom, com sol tudo fica ótimo. Almoço delicioso, macarrão para mim, carne para Pedro (claro!). descobri a Sprite Argentina, por apenas 4 reais (quase o preço de uma garrafa de vinho, gente o que é isso?). Também arrastei Pedro para um passeio turístico: catedral, casa rosada, galeria pacífico e café tortoni. Tiramos várias fotos turísticas e agora só falta comer o alfajor.
Não aguento mais é comer medialunas, gente... preciso de manga e melancia urgente! chimangos, cuscuz, banana da terra... sei lá...

Como se diz "espelunca" em espanhol

Domingo de chuva em BsAs, um saco!
Pedro foi para o congresso e eu fiquei no hotel vendo o tempo passar.
Domingo é dia de feira aqui, não aquelas feiras de frutas e verduras (humm... que saudades), mas de tranqueiras e artesanatos. Tem três feiras grandes acontecendo em diferentes pontos da cidade, uma em San Telmo, bairro mais antigo da cidade, outra na Recoleta, bairro dos chiques e famosos e outra em Palermo, barrio dos descolados.
De tanto falarem da feirinha de San Telmo, elegemos esta para assim que a chuva passar irmos lá. A chuva não passou, fomos mesmo assim. Foi um saco!
Só vale a pena ir se vc for do tipo de pessoa que adora quinquilharia ou precisa de uma farda do exercito alemão da primeira metade do século, ou ainda, se coleciona cabeças de bonecos ( o povo aqui adora cabeças).
Depois de andar um bocado, entrar em um bocado de antiquário fomos almoçar num restaurante bem simpático, Pedro tinha 12 horas sem comer bife de Chorizo e estava em crise de abstinência e eu precisava de legumes urgentemente.
Legumes aqui é uma coisa que não existe, muito menos arroz. Pedi um macarrão com legumes e me serviram uma creca asqueirosa que cheirava a vômito e parecia com vômito, era uma massa boiando num creme rosa com uns pedaços de cenoura e só, IECA! me arrepio só de pensar...
Pedro feliz da vida com o bife dele.
Tomei um suco de laranja para ver se me alimentava mais, mas a idéia de pagar 6 reais por um copo de suco me deixava ainda mais deprimida.
Descobri que aqui tem dengue. Descobri porque vi o mosquito e porque vi o cartaz na rua e eu me achando na Europa.
depois de dormir a tarde inteira, fomos andar e andar e andar atrás de um café, pois Pedro queria empanadas e eu precisava de frutas. era uns 10 e meia da noite e a gente andando pra cima e pra baixo, tudo tranquilo, muita gente na rua. Entramos numa birosca, Pedro pediu as empanadas dele e eu uma salada de frutas, HORRÏVEL! com gosto de chorume. dominguinho mais ou menos esse, hein?

domingo, 29 de novembro de 2009

Domingo de feira e chuva


Hoje em feirinha no Bairro de San Telmo e na Recoleta e eu aqui no Hotel curtindo Mac com chuva....

Coisas que aprendi sobre Buenos Aires

Se você:

-Não come carne, vai detestar Buenos Aires;
- Só bebe coca-cola, vai gastar 4 reais por garrafa de 290 ml;
- É a favor dos direitos do animais, terá um síncope em cada esquina;
- Tem problemas com Glúten, não vai sobreviver a viagem.
- Está solteira, se sentirá a ultima bolacha do pacote;
- É pobre lascado, vai ter a oportunidade de sua vida de comer quilos de carne, beber litros do melhor vinho, pagar pouco por isso e ainda atochar a mala de muamba para pagar sua viagem.

Gastronomia Patagônica; terceiro dia de viagem

Felizmente fez sol! Pedro foi para o curso e eu, passear pelas praças e lojas da Recoleta.
A Recoleta é um bairro bem lindo, romântico e parecido com o que meu imaginário tem de Paris. Lojas de grife, prédios sofisticados, muitos cachorros com seus donos inclusive nos estabelecimentos.
Fui também ao Museu de Belas Artes e de tanto olhar para cima, me perdi algumas vezes.
Encontrei Pedro no curso, fomos comer o famigerado Bife de Chorizo que é uma carne de dois andares, com um dedo e meio de gordura do lado crocante por for a e mugindo por dentro, deliciosamente macia e suculenta.
Mesmo pedido meia porção, a quantidade de carne que veio no prato dava para alimentar por um mês ¼ da Etiópia. De sobremesa, o tradicional sorvete de doce de leite do Freddo.
Voltando para casa, vi vários artistas de rua: um show de tango, várias estátuas vivas, cada uma mais criativa que a outra, um grupo de techno-flamenco (acho que posso chamar assim) e uma senhora caquética vestida de malha colante e berrante, com sombra azul e chapéu roxo segurando uma placa de sexshop e muita gente pedindo dinheiro.
A noite, saímos com Pablo Sauce, amigo Argentino de Salvador, a esposa e a filhinha dele e o seu irmão gêmeo que mora aqui em Buenos Aires, fomos jantar num restaurante bem excêntrico chamado El Baqueano, onde só servem carnes tradicionais como Chinchila, Lhama, Faisão, Jacaré, Rã, Avestruz, Salmão rosa e branco e outras carnes bem diferentes.
Comemos um carpaccio de Lhama que estava bem saboroso (a Lhama tem gosto de bode), eu comi jacaré e Pedro, faisão. Ninguém se aventurou na chinchila, nem foi cogitado eu comeria até a rã, mas a Chinchila… tadinha.
Despuès, gelatto de pêssego na Recoleta , delícia! Melhor que o do Freddo.
Parece que amanhã vai chover de novo…

sábado, 28 de novembro de 2009

Hermano Piedro: Segundo dia de Viagem

Chuva e Frio em Buenos Aires, não trouxemos roupas apropriadas e eu não trouxe sapato fechado, mas mesmo assim fomos bater perna no centro.
Andamos pela Calle Florida, são várias lojas, milhares, nem em um dia inteiro deu par aver tudo. Realmente nossa moeda está muito valorizada por aqui, muita coisa boa podendo ser comprada pela metade do preço, pena que viemos com pouco dinheiro, seria uma ótima oportunidade para começar a carreira de muambeira.
Entramos para almoçar no primeiro lugar simpatico que vimos: El Palacio de la Papa Frita e por apenas o equivalente a 45 reais, eu e Pedro comemos meio boi e tomamos um garrafa de vinho (ele tomou, eu contribui apenas com alguns goles).
É engraçado ver Pedro já totalmente a vontade aqui, enrolando no portunhol, onde chega vai logo se apresentando: “Eu sou Piedro”, no hotel, perguntaram alguma coisa pra ele e ele nem titubeou respondeu num tiro: “Guanambi, Bahia” hahahahahaha
A tarde, Pedro, ou melhor: Piedro, foi para o curso e eu continuei batendo perna, fui atrás de um supermercado para comprar frutas- aqui o café da manhã não tem frutas, só suco, chá, pão, medialunas e doce de leite- e acabei achando, sem querer, o café tortoni e um pub da Guinness. Vi que estamos no melhor lugar onde poderíamos estar hospedados, bem no centro, no meio do burburinho.
Quando cheguei ao Mercado vi porque não tem frutas no Hotel. Umas frutinhas mixurucas e super caras, tudo bem que comprei um potinho de cereja por 5 reais, nem sonhando eu compro isso no Brasil, mas senti falta de melancia, de manga e de banana da prata.
Muita gente bonita e educada, se você é solteira esse é um ótimo lugar para desencalhar, foi só Pedro sair de junto que ouvi vários “Ola, que tal”?. As mulheres aqui são bem lindas, mas fumam que é uma beleza, chega ser estranho.
O dia acabou cedo, vi várias lojas Havana, mas não entrei, não comi alfajores na verdade nem vi a cara deles ainda, vi muitos doces de leite, milhares! E uma conservas bem bacanas, dá vontade de comprar tudo só para experimentar.
De noite, outra volta no centro atrás de uma bolsa para o Cigano Igor (novo computador de Pedro, não tem nome ainda mas hoje achei apropriado chamá-lo assim) e no meio da Calle Florida estava tendo um show de flamenco, lindo demais, filmamos. Ficamos até nove e meia no centro e fomos comer, como estava tarde, cansados e com a vaca ainda mugindo no estômago, optamos comer algo perto do Hotel, foi aí que achamos o Cabildo de Buenos Aires, um café super tradicional daqui, onde servem a melhor medialuna ever! Pedimos cada um uma massa, foi então de descobri que aqui, canelone que dizer panqueca. Estava super muito bonzíssimo, o povo aqui gosta de comer, os pratos são super generosos, pagamos 60 pesos, ou seja, pouco menos de 30 reais. Bom, né?
Amanhã, espero que não esteja chovendo, minha sandália já empenou.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Diário de viagem

Depois de mais de 12 horas de viagem, finalmente chegamos a terra de nossos hermanos argentinos. Apesar de sermos vizinhos, a Gol fez com que uma viagem de 3 horas se transformasse num pesadelo de entra e sai e troca de aeronave, eu me senti praticamente num ônibus Novo Horizonte Conquista-Itabuna só que com lanche e um pouco mais apertado.
De Salvador fomos para o Rio em um voo que iria para São Paulo, para de lá pegar um voo com escala em São Paulo para Buenos Aires, entendeu? Nem eu!
Bom, no inicio da viagem nenhuma grande surpresa. É uma cidade grande, bem gigantona mesmo, com gente na rua, muro pichado e gente picareta, que no caso venho aqui apenas acrescentar o que todo mundo já ouviu sobre os taxistas desta cidade. Apesar de termos pagado mais para ter um serviço diferenciado, o taxista não me surpreendeu, calado, seboso, atravessou um dos pedágios sem pagar e jogou papel no chão. Antes disso, um carinha super mal humorado que tinha carregado nossas bagagens até o taxi praticamente forçou a gente a dar uma gorgeta para ele.
Senti muitas dificuldades com o idioma, tô me sentindo uma gringa topeira, nem o lanche do Macdonnals eu consegui pedir direito. Fui lá para não errar e falei: Um Big Mac, a moça do caixa me devolveu algo como: Um Bigo Meco? Com (uma palavra que não faço idéia) e ( outra palavra que nem sei qual era)? imaginei que ela estava me perguntando se queria batata frita e refrigente, disse que sy e ela fez mais perguntas incompreensíveis e em todas elas eu devolvia uma cara de tartaruga da tortuguita, ”estupida”.
No mais, o hotel é bem simplesinho, com o box mega apertado onde só cabe meio Pedro dentro mas bem limpinho. A água mineral daqui é tão ruim, mas tão ruim que eu quase me arrependo de não ter trazido um estoque do Brasil. Pensa numa água oleosa, que não mata a sede… agora pensa em mim que dei um golão nessa água e quase vomitei.
Bom, na verdade eu estou muito cansada, não posso nem fazer nenhum comentário positivo de nada além da minha cama-de solteiro- bem macia ali me esperando. Amanhã sera um novo dia.

domingo, 1 de novembro de 2009

Só tenho a agradecer

Esse foi o ano das explosões.
No primeiro episódio, um curto circuito fez com que um fogão desligado explodisse causando danos irreparáveis nas janelas, no freezer e um ferimento sério das costas da cozinheira que estava a alguns metros do fogão. Segundos antes da explosão, meus sobrinhos João e Elisa e o amigo deles tinham acabado de se servir, uma atividade totalmente atípica para um dia de semana.
Um fogão desligado explodir não é algo que se vê todos os dias, não é mesmo?
Hoje o que explodiu foi o blidex da casa de Leila. Amanda e Elisa estavam tomando banho sozinhas quando ouvimos um estrondo assustador, segundos depois as duas meninas, cobertas de sangue, começaram a gritar desesperadas.
Havia caco de vidro para todo o lado, no chão e em cima delas. Elisa teve um corte feio no pé e Amandinha vários arranhões pelo corpo e um corte fundo na cabeça.
Amanda ficou com a cabeça coberta de pedaços minúsculos de vidro e toda vez que se coçava ou se mexia, fazia um novo arranhão.
Nunca soube que blidex explodia, hoje soube que é mais comum do que se imagina. É algo relacionado com temperatura e pressão que não sei explicar direito.

Graças a Deus o almoço ficou pronto alguns minutos antes naquele dia, se o fogão tivesse ligado na hora do curto circuito eu não sei o que poderia ter acontecido, graças a Deus as meninas já tinham se enxaguado, se elas tivessem ensaboadas o risco de escorregarem nos cacos e o nível do estrago seria...
Bom, graças a Deus por tudo.
Obrigada Senhor!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Unhas de gata

Todo final de semana, sempre que eu posso e sempre que tenho saco, pinto as unhas. Muito mais por Pedro, que se eu não pinto fica reparando no esmalte das outras, do que por mim, que acho um saco essa cultura de salão.
Hoje acordei com uma unha quebrada, ai que raiva que meu deu. Dias e dias cultivando as dita cujas pra elas quebrarem assim, sem a mínima cerimônia. Agora ou eu corto de vez todas as unhas ou fico com uma unha cotó.
Fui procurar no google um produto pra fortalecer as unhas e encontrei essas figuras aí embaixo, que não tem nada melhor pra fazer e ficam criando unha. Fiquei pensando como é que ela fazem pra limpar a bunda. Jamais comeria pão ou quibe na casa de uma sujeita dessas.












E essa tiazinha aí, que tem a maior unha do mundo, parece uns tentáculos:

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

libertando a "curlygirl" que há em mim



As vantagens da TV por assinatura ultrapassam se livrar de Faustão domingo a tarde, pelo menos para mim, abriu meus horizontes e mudou a minha vida.
Olha o drama...
Mas é sério, olha só:
1- Vendo Friends eu descobri que não precisa morar em Greenwich Village para viver cada uma daquelas histórias, Friends faz parte do imaginário coletivo;
2- Vendo House, eu sei que se começar a ter visões ou ficar irritada sem motivo aparente, pode ser que eu tenha alguma verme, deficiência de B-12 ou ainda câncer, sarampo atípico ou amiloidoses;
3- Aprendi a cozinhar vendo Jamie Olivier e a comer vendo Anthony Bourdain;
4- Aprendi a diferenciar um Merlot de um Carmenére com Brandon Walsh, ops, Jason Priestley.
5- Assistindo Will and Grace, pude ver que existe alguém que pensa como EU sobre coisas como EU MESMA e assim me livrei de alguns anos de terapia;
6- Aprendi a dar valor aos DVDs que tenho em casa (os filmes sempre se repetem e às vezes eles anunciam um filme quando você vai ver é outro totalmente diferente);
7- E principalmente, comecei a valorizar meus cachos vendo Sex and the City.

Desde os cinco anos de idade eu oro dia sim e outro também pro meu cabelo ficar liso, muitas químicas depois, vendo Carrie Bradshaw desfiar por NY com seus cabelos rebeldes- e na maioria das vezes esfarofadíssimos - eu me perguntei: porque ela pode e eu não?
Desde então não tô nem aí, saio desfilando minha juba. Às vezes engancha um besouro, uma caneta, o celular de alguém... mas o importante é que Carrie me libertou do calor do secador!
Bom, tudo bem que quase sempre ela está descabelada mas vestindo um Chanel e carregando uma Prada. Tudo bem que ela é uma colunista famosa e eu só tenho esse blog meia sola. Tudo bem que ela é loira e eu morena...
Puxa vida, acabei de me convencer que uma escova não é o fim do mundo, tô indo pro salão...